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Páscoa, língua do P, promessa e propiciação.

Quando eu era criança eu lembro bem que os colegas inventaram uma língua do “P” para se comunicarem em segredo (se você nunca ouviu falar, pergunte para os seus pais, principalmente as mães). A desenvoltura de alguns com esse dialeto era de fazer impressionar. Não sei se eles conseguiam esconder suas travessuras, mas as tentativas eram realmente engenhosas.

Acordei hoje admirado com a quantidade de palavras e ideias que começam com a letra “P” que aparecem ao redor da Páscoa. É como se ela tivesse seu próprio enredo de ideias preconcebidas, planejadas, profundas e poderosas.

A palavra “páscoa” significa “passar por cima” porque no livro de Êxodo diz que após haver enviado nove pragas, o Grande Deus ordenou que os filhos de Israel se prepararem porque de noite o Senhor passaria pela terra do Egito e mataria todos os primogênitos” (Ex 12:12). Mas ele também planejou uma maneira de serem protegidos. Um cordeiro por família seria sacrificado e o seu sangue seria passado nos umbrais das portas. Então, quando o Senhor visse o sangue ele “passaria por cima” dos que confiaram no seu plano e “nada lhes aconteceria” (Ex 12:13). A primeira Páscoa fala de proteção, poder e perecimento.

Muito tempo se passou e, porque a Páscoa fazia parte do calendário de Israel, ficou claro que ela prefigurava um evento ainda maior que iria acontecer no futuro. A primeira páscoa acabou prometendo que o plano de Deus para proteger as pessoas do perecimento só poderia ser por meio de uma pessoa, cujo nascimento havia sido prometido desde o princípio (Gn 3:15). Eu sei, o nome dela não começa com “P”, mas isso tem outra razão, que eu responderia com prazer se você me perguntasse. A Bíblia diz: “Mas quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,” (Gl 4:4). Em poucas palavras, O Grande Deus planejou que Jesus Cristo fosse prefigurado pelo cordeiro da primeira páscoa, lá no Êxodo, como o meio de “passar por cima” de todos nós e assim não perecermos para sempre. Páscoa fala de um plano perfeito prometido por meio de Jesus Cristo.

E isso me lembra da última rodada de ideias/palavras próximas da Páscoa. A Palavra de Deus proclama que Jesus “É a propiciação pelos nossos pecados” (1 João 2:2). Propiciar significa “aplacar a ira por meio de um sacrifício.” Palavra pesada né?! Não vou esperar você perguntar. Jesus é a propiciação porque essa era a única maneira do Grande e Justo Deus se tornar propício aos pecadores. Podemos pensar que não somos tão pecadores assim, mas a Palavra de Deus prefere a verdade que diz: “todos pecaram e perderam a glória de Deus” (Rm 3:23); “pois não há homem que não peque (1 Rs 8:14); e por fim, “não há um justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus.” (Rm 3:11). Portanto, na última páscoa que Jesus celebrou, ele foi o cordeiro que seria morto, isto é, o sacrifício voluntário e perfeito que aplacava a ira justa de Deus por pecadores. Na cruz existe amor, mas também existe ira justa. O Grande Deus não poderia “passar por cima” dos meus pecados sem que uma vítima inocente e voluntária perecesse, pagasse a penalidade das minhas perversidades e a justiça de Deus fosse plenamente satisfeita. Páscoa fala de propiciação como meio de perdão por causa dos seus pecados.

Portanto, pense na Páscoa pelo que ela é; o plano perfeito de Deus para proteger as pessoas do perecimento eterno prometendo perdão de todos os pecados por meio da plena propiciação através do Cordeiro de Deus, Jesus Cristo.


Pastor Tiago Albuquerque

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